technical schedule

UN VIDEO DE_ A VIDEO BY_ UM VIDEO DE_CESAR MENEGHETTI (BR/I)
DI_ A POEM BY_ UM POEMA DE_ANTONIO AREVALO (CL/I)
INTERPRETE_ INTERPRETER_ INTÉRPRETE _PATRICIA RIVADEINERA (CL/I)
SOUND DESIGN_ DESENHO DE SOM _FABIO PAGOTTO (I)
DIRECTION_EDITING_IMMAGING_ CÉSAR MENEGHETTI
LANGUAGES_ IDIOMAS_SPANISH, ENGLISH, ITALIAN, FRENCH AND PORTUGUESE
DURATA_ RUNNING TIME_DURAÇÃO _5’45”
BRASIL/CHILE/ITALIA 2007- 2008 (remix)

synopsis| en_pt_sp_fr_it

en_ "LES TERRA’S DI NADIE", “nobody's land” in 5 languages in one only phrase (French, Portuguese, English, Italian and Spanish) is a non-place where oppression rules. The extracts of the memories of dictatorship in Chile and Brazil and original images converging in one only History, one of the most obscure pages of history in Latin America.

pt_ "LES TERRA’S DI NADIE", “as terras de ninguém” em 5 línguas e em uma frase só (francês, português, inglês, italiano e espanhol) é um não-lugar onde a opressão impera. Extratos de memórias da ditadura no Chile e do Brasil e ainda, imagens originais recuperadas através dos anos, se convergem numa só estória. Uma das páginas mais difíceis e obscuras da História da America Latina.

sp_ "LES TERRA’S DI NADIE", "Las tierras de nadie", en cinco idiomas, una sola frase que representa un lugar que no existe y donde la opresión manda. Son palabras del poeta Arévalo Melt, pronunciadas en Chile el 11 de septiembre de 1973 y en Brasil el 31 de marzo de 1964. Extracciones de las memorias e imágenes originales que pasan a través del tiempo y convergen en una sola historia, inscribiéndose entre las páginas más oscuras de la historia reciente en el Nuevo Mundo.

fr_ "LES TERRA’S DI NADIE", “Les terres de personne" dans 5 langues dans une seulement expression (français, portugais, anglais, italien et espagnol) est un non-endroit où l'oppression ordonne. Les extraits des mémoires de la dictature au Chili et au Brésil et des images originales convergeant dans une seulement histoire, une des pages les plus obscures de l'histoire en Amérique latine.

it_ "LES TERRA’S DI NADIE" (“le terre di nessuno”, 5 lingue in un’unica frase) è un non luogo dove imperano violenza e oppressione. In un periodo ben definito, ma anche atemporale, la rappresentazione visiva si fonde con la poesia del cileno Antonio Arevalo, ripercorrendo l’11 settembre 1973, giorno del colpo di stato in Cile e il 31 marzo 1964, giorno del colpo di stato in Brasile. Immagini e brani lirici si susseguono, si accumulano, si accavallano. Più spesso si completano. La Storia si fa unica, un intero continente dialoga. Tutti gli uomini, di tutti tempi condividono la stessa esperienza. Un’opportunità per rivivere una delle pagine più oscure nella storia del nuovo mondo.

peripheral video | en

CONCEPT
"Les terra's di nadie", “Nobody’s land” in 5 languages in one only phrase (French, Portuguese, English, Italian and Spanish) is a non-place where violence and oppression rules. The words of the Chilean poet Antonio Arévalo melt September the 11th 1973 in Chile and March 31rt 1964 in Brazil. The extracts of the memories and original images goes through time, adding, overlapping, subtracting, suggesting and converging in one only History. An opportunity to live again the same feelings, to hear and to see one of the most obscure pages of recent history in the New World.

DIRECTOR’S NOTE > BETWEEN IDENTITY AND MEMORY
"Les terra's di nadie" is a video that has the main focus on history and language issues. On one side the production and manipulation of images in social contexts in Chile 1973’s and Brazil 1964-68’s pointing the concept of political edge and public perception. On the other side the interaction with an individual edge and a very intimate perception of history: the inner images created by the sounds of Arévalo’s words based on a real story: an encounter between the poet and his father, a Chilean syndicate leader, that never happened because he was arrested by Pinochet’s forces, and he will never see him again. Arévalo after that went on exile to Italy so far. The tree dimension of the video is build up starting from these two edges: between identity and memory, communication and lack of information, digital and analogical images, human and computer like, here and there, past and present, Latin America and Europe, the North and South hemispheres. This non-place is created also by mixing of the 5 languages me and Arévalo speak and a range of technical supports: traditional and new technologies, and isolating frames of reality to be re-elaborated in a new context.

PLAY FORWARD > DREAMS AND NIGHTMARES_ a selection of Italian experimental videos at the 60th Locarno International Film Festival by Bruno Di Marino At the junction of cinema, video art and all the other arts, resolutely facing the future, Play Forward is the privileged look-out post on all kinds of contemporary audiovisual experimentation. Open to all formats, running times, and digital technologies, this section, created in collaboration with Harald Szeeman, followed by Francesco Bonami, assembles a line-up of powerful and remarkable work, sometimes extreme in form and/or content. (…) Real nightmares of the past florish again in a poetic way in the video “Les terra’s di nadie” by César Meneghetti – Brazilian/Italian film-maker and videoartist that for a long time lives and works in Rome – the ghosts of 1964’s Brazilian and 1973’s Chilean Coup d’Etats superimpose one each other towards an ellaboration of archive footage and new images mixed in 5 different languages creating an astonishing textual and visual Babel.

video di periferia | it

"Les terra's di nadie" (“le terre di nessuno”, 5 lingue in un’unica frase) è un non luogo dove imperano violenza e oppressione. In un periodo ben definito, ma anche atemporale, la rappresentazione visiva si fonde con la poesia del cileno Antonio Arevalo, ripercorrendo l’11 settembre 1973, giorno del colpo di stato in Cile e il 31 marzo 1964, giorno del colpo di stato in Brasile. Immagini e brani lirici si susseguono, si accumulano, si accavallano. Più spesso si completano. La Storia si fa unica, un intero continente dialoga. Tutti gli uomini, di tutti tempi condividono la stessa esperienza. Un’opportunità per rivivere una delle pagine più oscure nella storia del nuovo mondo.

PLAY FORWARD > SOGNI E INCUBI_ una selezione di video sperimentali a cura di Bruno Di Marino 60° Festival Internazionale del Film di Locarno. Nella congiunzione tra cinema, video arte, e tutte le altre arti che affrontando il futuro, Play Forward è un avanposto privilegiato su tutti i generi di esperimento audiovisivo contemporaneo. Aperto a tutti i formati, durate, e tecnologie digitali, questa sezione, creata in collaborazione con Harald Szeeman, e in seguito Francesco Bonami, assembla lavori potenti e notevoli, a volte estremi nella forma e/o contenuto. (…) Gli incubi reali del passato riaffiorano in forma di poesia nel video Terra’s di nadie di César Meneghetti – videoartista brasiliano che da molti anni vive e lavora in Italia – dove i fantasmi del golpe brasiliano del 1964 e quello cileno del 1973 si sovrappongono mediante una rielaborazione di immagini di repertorio e una miscelazione di parole in cinque diverse lingue, creando una babele testuale e visiva (…).

vídeo subalterno | pt_br

CONCEITO > VIDEO PERIFERICO_

“LES TERRA’S DI NADIE”, “as terras de ninguém” em 5 línguas e em uma frase só (francês, português, inglês, italiano e espanhol) é um não-lugar onde a opressão impera. As palavras do poeta chileno Antonio Arévalo fundem 11 de setembro 1973 no Chile e 31 de março 1964 no Brasil. Os extratos de memória, e de imagens originais atravessam o tempo, adicionando, sobrepondo, sugerindo e convergendo numa só história. Uma oportunidade para reviver por poucos minutos os sentimentos, uma das páginas mais difíceis e obscuras da História da América Latina.

VIDEO PERIFÉRICO_ ENTRE MEMORIA E IDENTIDADE "Les terra' s di nadie" é um vídeo que tem como foco um duplo conceito: o da história e o da língua. De um lado a produção e a manipulação das imagens captadas da realidade em contextos sociais de transição, no Chile 1973 e no Brasil 1964-68. O conceito da percepção política, de fronteira, de memória pública, de história oficial. Do outro lado a interação com uma fronteira individual e uma percepção mais íntima e pessoal da história: imagens internas criadas pela experiência direta de Antonio Arévalo: um hipotético encontro entre o poeta e seu pai, um ex-líder sindicalista chileno, que nunca chegou a se realizar (por culpa dos atos de força brutais contra milhares de pessoas durante o golpe de Pinochet) e o levou a nunca mais vê-lo outra vez. Arévalo, sucessivamente exilado na Itália onde vive até hoje, faz uma reflexão sobre uma estória pessoal que é vítima em se cruzar com a história oficial do seu país. A terceira dimensão do vídeo é dado pelo acumulo destas duas fronteiras: a identidade e a memória de um lado e a comunicação e a falta da informação de outro. Imagens digitais e analógicas, humanas e tecnológicas, aqui e lá, passados e presente, América Latina e Europa, hemisférios Norte e Sul. A criação de um não-lugar, que também é dada pela entrópica construção de um texto composto por 5 línguas faladas quase contemporaneamente, mas também dos suportes e mídias: tecnologias tradicionais e novas, que são isoladas em fotogramas da realidade e são re- elaboradas em um novo contexto, universal, artístico.

PLAY FORWARD > SONHOS E PESADELOS_ uma seleção de vídeos experimentais no 60th festival de Cinema de Locarno realizada por Bruno Di Marino, num evento especial dedicado à junção entre cinema, vide arte e todas as outras novas artes, enfrentando decididamente o futuro, fazem um panorama importante dos melhores trabalhos de experimentação audiovisual contemporânea. Aberta a todos os formatos, durações e tecnologias, esta sessão, criada em colaboração com Harald Szeeman, e em seguida por Francesco Bonami, conta com uma série de trabalhos potentes e ousados, em forma e conteúdo (…) Os pesadelos reais se afloram do passado mais vez numa maneira poética no vídeo “Les terra’s de nadie” de César Meneghetti - artista e cineasta brasileiro de origem italiana que há muitos anos vive e trabalha em Roma - os fantasmas dos Golpes de Estado no Brasil 64 e no Chile 73 se sobrepõe numa complexa re-elaboração de imagens de arquivo e novas de imagens mixadas em 5 línguas diferentes criando uma surpreendende Babel textual e visual.

60th Locarno International Film Festival

Play Forward special events Dreams and Nightmares: Works by Italy’s leading independent video artists, chosen and introduced by Italian critic and historian Bruno di Marino.
Acting as an interface for film, video art and all other media, the intention of the Play Forward sidebar is to create an ideal space for the entire range of contemporary audiovisual experimentation. Open to any format or length and to every kind of digital technology, the sidebar’s programming – conceived by Tiziana Finzi – brings together works that are strong, radical, sometimes extreme, whether in form or content.

Artists of renown. Play Forward’s second brief is to present artists of world renown (in partnership with major international art galleries), in a dialogue with independent filmmakers, a discerning niche audience and film directors who have decided to make at least one film outside the “classical” canon. This year the Festival will be hosting, among others, recent works by Richard Billingham, Knut Asdam, Olivo Barberi, Vanessa Beecroft, Yang Fudong, but also new works by established directors such as Bertrand Bonello, Vincent Dieutre and Ghassan Salhab.

6O. Festival de Locarno - Testo catalogo completo

DREAMS AND NIGHTMARES una selezione di video sperimentali italiani a cura di Bruno Di Marino
La differenza tra il sogno e l’incubo è molto sottile nella nostra epoca. Quelli che un tempo erano i nostri desideri si sono trasformati in paure e viceversa. In uno strano gioco di attrazioni, repulsioni, derive. Artisti e videomaker hanno sempre trasformato l’immagine elettronica – anche quando era sinonimo di realismo e di cronaca, poiché assimilabile alla visione “in diretta” dei media televisivi – in flusso interiore, mentale, psichico, quindi onirico, ai confini tra il sonno e la veglia, assottigliando al tempo stesso lo scarto tra l’affascinante e l’orrido. Il programma Dreams and Nightmare inserito in questa sezione, propone tredici lavori italiani inediti di stile molto diverso legati a questo paradosso. Strane figure si aggirano nel paesaggio metropolitano. Perturbanti. Ma senza bisogno di essere incluse in una narrazione. La donna-fantasma in abito leggero che si materializza per strada in Attraverso di Daniela Perego, non viene neppure sfiorata dai passanti, abita in un’altra dimensione: quella del sogno o dell’incubo? Il potere di essere invisibili è sempre stato un desiderio infantile, ma al tempo stesso rappresenta anche un’angosciante motivo di esclusione e di emarginazione. Allo stesso modo la creatura dalla testa cubica specchiata protagonista de L’uomo che non c’è non c’è che l’uomo di Guendalina Salini, vagabonda per una Roma metafisica come presenza melanconica, riflettendo e duplicando tutto ciò che incontra sul suo cammino, tranne che se stessa. La sua testa quadrata non passa inosservata, viene addirittura toccata dagli altri, ma la solitudine che vive non è meno profonda e la sua capacità di integrazione con il mondo circostante resta limitata. Gli incubi reali del passato riaffiorano in forma di poesia nel video Terra’s di nadie di César Meneghetti – videomaker brasiliano che da molti anni vive e lavora in Italia – dove i fantasmi del golpe brasiliano del 1964 e quello cileno del 1973 si sovrappongono mediante una rielaborazione di immagini di repertorio e una miscelazione di parole in cinque diverse lingue, creando una babele testuale e visiva. Il peso della storia si avverte anche in Luna zero di Antonello Matarazzo, dove l’artista irpino stabilisce un altro confronto tra passato e presente, l’antica colonizzazione del terzo mondo e l’odierno neoimperialismo statunitense che esporta democrazia con il pretesto della “guerra giusta”: i paesaggi del Mali ci appaiono in una dimensione lunare, così come i suoi abitanti (bambini che giocano), mentre il mirino di un’arma tecnologica li tiene sotto tiro; in sottofondo le voci registrate degli astronauti dell’Apollo 11. Ieri come oggi la Terra e gli altri pianeti, diventano méta di conquista. Il sogno (pacifico?) del 1969 si rovescia nell’incubo (militarista) del 2007. Dall’altra parte della barricata, a contribuire a questo gioco globale al massacro dove impera la paura, c’è chi mette le bombe senza rischiare nulla, aspettando l’ora x dall’altro lato della strada: Il terrorista, lui guarda di Simone Covini adotta una forma seminarrativa su tre schermi alternati, partendo da una poesia della polacca Szymborska. E poi, naturalmente c’è il corpo, come macchina che produce e consuma sogni e incubi. Il corpo femminile di Padri di Iaquone e Attilli – che nello specifico è quello della cantante e musicista Ivana Gatti –, prigioniera di un sogno amniotico, flaneur in un acquario dai colori saturi ed elettrici popolato da meduse che simboleggiano, nella loro duplice veste di creature marine seducenti e pericolose, i retaggi psicologici che ci portiamo dietro dall’infanzia, le dinamiche irrisolte nei confronti di chi ci ha generato. Il corpo di Versus, realizzato da Pasquale Napolitano, macchina desiderante sorpresa da intermittenze luminose che squarciano il buio, richiamo all’immaginario cinematografico strutturalista, dove il soggetto diventa tutt’uno con il dispositivo, creando una magnifica osmosi; anche in questo caso l’affiorare e lo scomparire nel buio se da un lato alimenta il sogno erotico, dall’altro presenta la sessualità come elemento perturbante. Il corpo-voce della poetessa Gabriella Rusticani nel video Appunti per un esserci di Monica Petracci, che – come in un gioco di transfert fonetico – fa suoi i versi di Carmelo Bene, mentre la videomaker forlivese la immerge nel delirio dei quattro elementi naturali. Fino alla smaterializzazione del corpo in danza, movimento, pura luce: è ciò che avviene in Corpus Tracks di Coianiz e Saguatti e Sanctus di Carrano e Giorcelli, entrambi accomunati dall’utilizzo di tecniche di animazioni diverse tra loro: il photoshop ritoccato graficamente e il 3D, con il risultato che in entrambi i casi ci imbattiamo in una rappresentazione cinetica della figura umana, trasfigurata fino all’astrazione, a una sorta di fotodinamismo digitale. Sanctus insieme a Confutatis – realizzato dallo stesso Carrano con Luca Zoppi e basato sull’elaborazione e animazione di foglie secche consunte –, fa parte di un progetto di 14 brevi film ispirati ai requiem mozartiani che si rifanno al sogno dell’avanguardia storica (e alle sperimentazioni sul rapporto suono/segno alla Oskar Fischinger per intenderci): dare movimento alla pittura, esaltarne il ritmo insito nelle forme. Se, infine, Weltanschauung di Salvo Cuccia, documenta creativamente uno dei sogni dell’arte contemporanea, l’utopia di poter sintetizzare l’immagine del mondo in 130 diverse rappresentazioni in formato A4, scritte o visive, realizzate da personalità di varia formazione, Infero di Carloni e Franceschetti – in linea con l’estetica di questo duo di artisti avvezzo a una visionarietà lucida e ancestrale – ci propone un altro sogno/incubo, antico come i bestiari medievali e attuale quanto le mutazioni biogenetiche: la fusione del regno umano e di quello animale, una mescolanza panica che costituisce lo stadio estremo di un ritorno alla natura della nostra civiltà, nel tentativo disperato di sopravvivere a un disastro imminente.
Bruno Di Marino

Complete text of the video_antonio arévalo poem extracts

las tierras de nadie_spanish
Las iniciales de muchas palabras me nacieron después, lejano de las cárceles, de los alambrados, de las torturas de aquellas mujeres que esperaron en vano en el umbral de sus puertas a cualquier padre o a cualquier hijo (apuntes contingente, atinentes a la salvación de cada cual) Subdesarrollo (versión en un verso) hay seres que comandan a seres que obedecen y mandan a otro que obedecen y mandan a otro que obedecen y mandan a otro que obedecen y continúan mandando Había una vez un país hay un país hay varios países hay también una sucesión de golpes de estado que a estos países no los dejan ser países Te lo habíamos dicho! ya lo habíamos entendido no habían entendido nada ni antes ni después Ahora no podíamos tu entiendes? y entonces tu y yo entenderemos aunque ellos no hayan entendido aunque ellos digan que nos dijeron porque ellos nunca entendieron no entendieron antes, no entenderán después -Debería haberme llegado la hora? Habían, perdón, estaba habiendo o había habido, aun no se ciertamente, si no hubiese sido porque no estaba, cuando debía haber estado, habiendo estado después y permanecido atónito por segundos que te parecen siglos o siglos que se te empequeñecen a segundos, allí donde antes estuvieron y donde debería haber estado, donde ahora no están aquellos que yo tenia que ver, pero no vi, ni creo volveré a ver más, porque se los llevaron y yo no estaba… anteanoche me morí dijese luego pasaron tres días y resucitó Nunca se supieron las causas de su vida nada con nada, nada con ellos, nada con nosotros, nosotros sin ellos, nadie con ellos, nadie con nadie, nadie con nosotros ni con ellos, nosotros sin ellos y ellos sin nosotros, ellos, nosotros y la nada. Ellos, nosotros, nada.

as terras de ninguém_português
As iniciais de muitas palavras me nasceram depois longe dos cárceres, dos arames farpados, das torturas daquelas mulheres que esperaram em vão na soleira de suas portas por um pai qualquer ou por um filho qualquer (anotações contingentes, pertinentes à salvação de cada um) Subdesenvolvimento (versão em um verso) Existem seres que comandam seres que obedecem e mandam em outros que obedecem e mandam em outros que obedecem e mandam em outros que obedecem e continuam mandando Havia uma vez um país, há um país, há vários países E há também uma sucessão de golpes de estado que a estes países, não os deixam ser países Lhe havíamos dito! sim, nós tínhamos entendido não entendemos nada, nem antes nem depois Agora não podíamos, você entende? e então eu e você entenderemos, mesmo se eles não entenderam mesmo se eles dizem que nos disseram porque eles nunca entenderam não entenderam antes, não entenderão depois -Deveria ter chegado a minha hora? Havia, perdão, estava havendo ou havia estado, mesmo se não sei ao certo, se não tivesse estado porque não estava, quando devia haver estado, havendo estado depois e permanecido atônito por segundos que se parecem séculos, ou séculos que se reduzem a segundos, ali, onde antes estiveram e onde deveria ter sido, onde agora não estão aqueles que eu tinha que ver, mas não vi, nem creio que voltarei jamais a vê-los, porque os levaram e eu não estava lá… ontem a noite morri, disse logo três dias passaram e ele ressuscitou nunca souberam as causas da sua vida nada com nada, nada com eles, nada conosco, nós sem eles, nada com eles, ninguém com ninguém, ninguém conosco, ninguém conosco nem com eles. Nós sem eles, eles sem nós, eles, nós e o nada. Eles, nós, nada.

nobody’s land_english
The initials of many words were born afterwards far away from the prisons, from the barbed wires, from tortures of those women who waited in vain on the threshold of their doors to any father or any son (Contingent notes, pertaining to each one’s salvation) Underdevelopment (single verse version) There are some that command others That obeys and commands some others That obeys and commands some others That obeys and carries on commanding Once there was a country There is a country There are various countries There’s also a succession of Coup d’Etats That in these countries Do not let to be countries We have told you! Yes, we’ve understood We haven’t understood anything, neither after neither before Now we could not, you understand And then you and I will understand Even if they have not understood Even if they said that they told us Because they have never understood Didn’t understand before, didn’t understand after - My time should’ve come? There was, pardon me, it was having or it has had, even if I am not really sure if it had been because I was not there, when should have been, having being after and I remained astonished for seconds that seem centuries, or centuries that diminished to seconds, here, where before it was or where it should have been, where now don’t remain those who I should see, but that I have not seem, and I don’t think I will never see they again, because they took him and I was not there… Yesterday night I died He said Three days passed by and he resurrected They never knew the causes of his life Nothing with nothing, nothing with them, nothing with us, we without them, nothing with them, nothing with us, we without them, nobody with them, nobody with nobody, nobody with us neither with them, we without them and they without us they, we and nothing. They, we, nothing.

le terre di nessuno_italiano
Le iniciali di molte parole nacquero dopo lontano dalle carceri, dai fili spinati, dalle torture di quelle donne che aspettavano invano sulla soglia delle loro porte un padre qualsiasi o un figlio qualsiasi (appunti contingenti, attinenti alla salvezza di ognuno) Sottosviluppo (versione in un verso) ci sono esseri che comandano altri esseri che obbediscono e comandano altri che obbediscono e comandano altri che obbediscono e comandano altri che obbediscono e continuano comandando C’era una volta un paese c’è un paese vari paesi c’è anche una successione di colpi di stato che non lasciano mai essere paesi questi paesi Te lo abbiamo detto! sì lo abbiamo capito invece hanno capito niente, né prima né dopo Adesso non possiamo Tu capisci e allora tu ed io capiremo anche se loro non hanno capito anche se loro sostengono che ci hanno detto di non aver mai capito non hanno capito prima, non hanno capito dopo - Dovrebbe essere arrivata l’ora? Avevano - perdono - stava avendo o avevano avuto, anche se non ne sono certo, se non fossi stato perché non ci stavo, quando avrei dovuto esserci, essendoci stato dopo e rimasto atonito per secondi che sembravano secoli o secoli che si riducono a secondi, lì, dove prima sono stati e dove dovrebbe essere stato, dove adesso non ci sono quelli che io ci tenevo a vedere. Pero non li vidi, né credo tornerò mai più a vederli, perché lo hanno portato via ed io non c’ero… ieri notte morii disse presto passarono tre giorni e ressucitò non hanno mai saputo le cause della sua vita niente con niente, niente con loro, niente con noi, noi senza loro, nessuno con loro, nessuno con nessuno, nessuno con noi né con loro, noi senza loro e loro senza di noi, loro, noi, e il nulla. Loro, noi, niente.

les terres de personne_français
Les iniciales de beaucoup de mots m’arrivèrent après Loin des prisons, des barbelés, des tortures De ces femmes qui attendèrent vainement sur le pas de leurs portes Un père quelconque où un fils quelconque. (notes contingeantes, pertinentes au sauvetage de chacun) Sous-développement (version en un seul vers) Il y a des êtres qui commandent d’autres êtres Qui obéissent et commandent les autres Qui obéissent et commandent les autres Qui obéissent et commandent les autres Qui obéissent et continuent a commander Il était une fois un pays, il y a un pays, il y a plusieurs pays Il y a aussi une succession de coups-d’état Qui dans ces pays, feront toujours qu’ils soient des pays On te l’avait dit! Oui, on avait compris On n’avait rien compris, ni avant ni après Maintenant on ne peut pas, tu comprends? Alors toi et moi on comprendra, même s’ils n’ont pas compris Même s’ils nous disent qu’ils nous l’ont dit Parce qu’ils n’ont jamais compris Ils n’ont pas compris avant, pas compris après - Mon heure aurait dû être arrivée? Il y avait, pardon, il était en train d’avoir où, il avait été, même si je ne sais pas au juste, s’il n’y avait pas eu parce qu’il n’y avait pas, quand il aurait dû être, ayant été après et tombés en paralysie pour quelques secondes qui te semblent des siècles, où siècles qui s’ils te diminuent en secondes, là où ils étaient avant et où ils auraient dû être, où maintenant ils n’y sont pas ceux que j’aurait dû voir, mais que je n’ai pas vu, ni pense que je pourrais jamais les voir, parce quand ils l’ont amenés je n’étais pas lá.... Hier soir je suis mort, dit-il Ensuite, trois jours sont passés et il a ressucité On n’a jamais sû les causes de sa vie Rien de rien, rien avec eux, rien avec nous, nous sans eux, rien avec eux, Personne avec personne, personne avec nous, personne ni avec nous ni avec eux. Nous sans eux, eux sans nous, eux, nous et le néant. Eux, nous, néant.

VIDEOFORMES 2009

Les terra's di nadie was selected for the competition Prix de la Création Vidéo 2009 of the VIDEOFORMES - video and new medias in contemporary art. The event, one of the oldest and renowned in Europe will take place in Clermont-Ferrand, France, in March 11th - 29th.

IV inter-american biennial of videoart

César Meneghetti is one of the winners of the Fourth Edition of the Inter-American Biennial of Video Art with the video “Les terra's di nadie" (No-one’s Land), a conceptual piece that focuses on social and political events that invade the reality of the world today.The entire selection of 25 videos representing 13 countries in the region, plus Puerto Rico, were chosen by an international jury composed by art experts Bélgica Rodríguez of Venezuela and Germán Rubiano Caballero of Colombia. These entries were selected from among 201 submissions by artists from 15 countries. The videos will be exhibited at the Gallery of the IDB Cultural Center, in Washington DC (1300 New York Avenue NW), between December 1st and January 23rd. After the presentation in Washington, the Biennial will be launched in June 2009 at the Instituto Italo-Latinoamericano in Rome.

Cinco minutos de sussurros sufocantes

Diariamente a mídia “bombardeia” seu público com notícias de todos os gêneros, línguas e lugares. Envolvidos com a correria “humanista” (que engloba trabalho, estudo, família, dinheiro, trânsito, amigos…), recebemos essas notícias sem nenhum tipo de reação ou discussão. Sem analisar ou sentir que humanos como eu e você estão vivendo naquelas circunstâncias noticiadas mundialmente! Cenas de guerras, massacres, violência, racismo, preconceito e doenças em geral passam a ser mais um capítulo da “novela das oito”!Mas, em um instante, a sala de cinema está repleta de olhos fixados na telona. As luzes se apagam e o silêncio domina o local. Inicia-se a projeção. O diretor César Meneghetti, em cinco minutos, conquista a atenção do público. Olhares atentos nas imagens sufocantes de guerras!Aquele momento torna-se único. “Les Terra’s di Nadie” (As terras de ninguém) sufoca o público presente. A narração sussurrada traz “um tapa na cara”, como se dissesse: Acorda! Levanta! Olha o mundo ao teu redor verdadeiramente! Deixa de ser egoísta e viver em teu mundinho frio e capitalista!São cinco minutos de sussurros penetrantes de diferentes línguas, cinco minutos de história, cinco minutos de protesto, cinco minutos de incômodo, cinco minutos de vida! São cinco minutos! Apenas cinco minutos! Cinco minutos. “… e na hora em que a televisão brasileira distrai toda gente com sua novela é que Zé põe a boca no mundo e que faz um discurso profundo…” (canção “Zé do Caroço”, Leci Brandão).(Tatiana Redígolo)“Les Terra’s di Nadie” está na Mostra Brasil 1.

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Les Terra's di nadie by César Meneghetti is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.
Based on a work at ltdn.blogspot.com.
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